Epílogo

EPÍLOGO



Morto.
Quem?
Ele ali, pobre coitado!
Como foi?
Foi atropelado.
Por quem?
Por alguém.
Alguém quem?
Alguém que dirigia.
Dirigia o que?
Um automóvel.
O motorista não viu o homem?
Penso que não.
Ou o homem não viu o motorista?
Vá saber!
O fato é que está morto.
E agora?
Agora o que?
O que fazer?
Chamar as autoridades e, principalmente orar e pedir por sua alma.
Sem desespero, sem desconsolo, sem ansiedade.
Olhar para o céu e chamar por Jesus, por sua infinita bondade, por seus mensageiros incansáveis.
Para que tenham misericórdia agora e ao romper da aurora de uma nova realidade.
Que realidade?
A do espírito.
O que?
Ora, não me diga que ainda não sabe!
Não sei o que?
Que somos os autores de tão triste fatalidade.
Não entendo.
Pense um pouco.
Pensar em que?
Na fatalidade.
No acidente, você quer dizer.
Pode ser.
Ora, não me confunda.
Como poderia confundi-lo?
Está me confundindo com esta conversa que não estou entendendo.
Pois bem, vou explicar....
Por favor, vá em frente.
Olhe bem para o homem.
Já olhei.
Olhe ainda uma vez, com calma, com atenção.
Sim, entendo agora o que quer dizer.
Ele é alguém que outrora, desejou que eu não continuasse a viver.
Quem é você? Como pude me lembrar de alguém que nunca, nesta vida conheci?
Disse bem meu irmão, nessa vida não.
Ah! Que confusão!
Confusão não.
Não me respondeu quem é você.
Julga necessário?
Mas é claro.
Claro não é não.
Vou me embora, não quero mais saber dessa estória.
Espere um pouco, logo você vai entender.
Entender o que homem?
Segure a minha mão.
Para que?
Para que possamos despertar este irmão e seguirmos juntos para outra dimensão.
O que? Então...
Sim meu irmão. Sou seu Anjo Guardião.
Só prá refletir
13.11.2003- Anna Pon -

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