A Magia e as Velas Texto do livro "A Magia Divina das Velas", Rubens Saraceni e Ed. Madras



A Magia e as Velas 
Texto do livro "A Magia Divina das Velas", Rubens Saraceni e Ed. Madras  


Muitas são as magias já reveladas e abertas ao plano material da vida. Há magias astrológicas, lunares, solares, elementais, espirituais, telúricas, aquáticas, ígneas, eólicas, minerais, etc. 

Ninguém sabe ao certo quem as recebeu e as iniciou no plano material, mas grandes iniciados, cujos nomes se imortalizaram na história religiosa, iniciática, esotérica e ocultista da humanidade, com certeza foram os responsáveis por elas e foram os seus doadores, pois todo o grande iniciado é o mensageiro Divino e traz, em si, atributos e atribuições divinas não encontradas nas outras pessoas às quais beneficiam com suas revelações. 

Todo grande iniciado já encarna preparado, em espírito, e tudo para ele é tão natural que, dispensando os procedimentos religiosos, magísticos, ocultistas ou iniciáticos existentes, dá início aos “seus” próprios procedimentos, pois traz em si uma outorga Divina e é “iniciador” natural das pessoas que se afinizam com eles e os adota como tal. 

Só ativa ou desativa magias quem já tiver sido iniciado magisticamente, porque as divindades só reconhecem como aptos para este mistério quem cumpriu as etapas iniciáticas estabelecidas pelo seu iniciador. 

• Magia é o ato de ativar ou desativar mistérios de Deus. 
• Magia é a “manipulação” mental, energética, elemental e natural de um mistério e seus poderes Divinos. 
• Magia é o ato de, a partir de um ritual evocatório específico, ativar energias e mistérios que, só assim, são colocadas em ação. 
• Magia é o procedimento paralelo aos religiosos ou, mesmo, parte deles. 

Por ser magia tudo isso, aqui só ensinamos o uso religioso das velas, o uso que se fundamenta nos Tronos de Deus, que é a classe de Divindades responsáveis pela evolução do ser. Caso venham a acender velas e consagrá-las à Deus e aos seus Divinos Tronos com fé e reverência, tenham certeza de que elas realizarão uma ação mágico-religiosa que os beneficiará. 

 As velas, em si, são um mistério religioso disseminado por todas as religiões do mundo e só algumas não as adotam. Mas se soubessem que elas têm uma utilidade importantíssima, com certeza também adotariam o seu uso durante seus rituais. 

As velas são um substituto muito prático às piras ardentes da antiguidade, nos remotíssimos cultos às divindades do fogo, saudadas com tochas ardentes ou fogueiras. 

Ninguém pode afirmar ao certo quando começou o uso das velas, pois com certeza quem as inventou tinha outros objetivos em mente. O fato é que as velas são um mistério em si e, quando acesas magística ou religiosamente, são um poderoso elemento religioso mágico, energético e vibratório que atua no espírito de quem receber sua irradiação ígnea. 

O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do “prana” quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas. É essa capacidade das velas que as tornam elementos mágicos por excelência, pois por meio de suas irradiações e suas vibrações incandescentes é possível todo um intercâmbio energético com os seres que vivem nas outras dimensões e com os espíritos estacionados nas esferas ou níveis vibratórios positivos e negativos. 

Essa capacidade delas justifica seu uso até quando são acesas para o espírito de alguém que desencarnou, pois ele irá receber um fluxo luminoso, curador de seu corpo energético, fortalecedor de seu mental e terá seu emocional reequilibrado, caso tenha sido atraído pelo magnetismo de uma esfera ou nível vibratório negativo. Mas caso esteja em alguma esfera positiva e luminosa, também receberá o fluxo da vela do mesmo jeito, incorporando-o ao seu corpo energético e fortalecendo seu magnetismo mental. 

Saibam que o fluxo irradiante de uma vela, se for ativado por sentimentos virtuosos, é muito positivo e gratificante a quem o receber. Agora, se os sentimentos de quem a ativar magicamente forem negativos, o fluxo será desenergizador, desmagnetizador, emotivo e poderá romper a aura da pessoa à qual for direcionado, assim como poderá “queimar” o corpo energético dos espíritos alvos de suas irradiações ígneas. Só que, no caso de quem ativa negativamente uma vela contra alguma pessoa ou espírito, acontece uma reação imediata e fulminante da Lei Maior e da Justiça Divina, pois quem a ativou perdeu sua própria luz e, com o tempo, a dor de quem foi atingido retornará e o atingirá com o rigor da lei. Portanto, uma vela só deve ser acesa por um bom motivo e por sentimentos virtuosos, pois, na mesma proporção, a Lei Maior retribuirá com luz Divina quem deu luz a alguém necessitado ou merecedor de suas irradiações. 

O ato de acender velas brancas ao Anjo da Guarda é muito positivo e funciona mesmo. Ele tanto a usará para atuar em favor da pessoa guardada por ele, quanto para energizar-se com uma irradiação ígnea poderosíssima, capaz de acelerar imediatamente suas vibrações e expandir suas irradiações mentais, pois como já comentamos, seu mental será fortalecido. 

As velas usadas nos templos têm o poder de consumir as energias negativas e os miasmas que são descarregados pelos seus frequentadores dentro do seu campo eletromagnético, assim como, num intercâmbio energético, recebem da divindade à qual foram consagradas um fluxo de energia Divina que se espalha pelo altar e irradia-se pelo espaço interno, alcançando quem se encontrar dentro dele. 

Magisticamente, as velas criam passagens ou comunicações com outras dimensões da vida e tanto podem enviar-lhes suas energias, como podem retirar delas as que estão sendo necessárias a alguém. Por isso, toda oferenda, ritual ou solicitação de auxílio às divindades e aos guias e protetores espirituais deve ser precedida do ato de acender uma ou várias velas, pois suas ondas serão usadas no retorno e trarão a quem oferendou ou solicitou auxílio um fluxo energético natural (de elemento), ou Divino (de divindade), ou espiritual (do espírito guia). 

Em magia, o uso de velas é indispensável, porque são elas que projetam ou captam as energias mais sutis, assim como abrem campos eletromagnéticos limitados ao campo ativo delas, mas que interpenetram outras dimensões, esferas ou níveis vibratórios. Quando um desses campos eletromagnéticos é aberto magisticamente, ele permanecerá ativo até que seja fechado ou redirecionado contra quem o ativou. Isso caso seja uma magia negativa, pois caso ela seja positiva, não há por que fechá-lo, certo? 

O fato é que a umbanda e outras religiões recorrem intensamente ao uso das velas e as usam: 
• Para iluminar seus altares e suas casas das almas ou cruzeiros; 
• Quando oferendam as divindades ou os guias protetores; 
• Para magias positivas ativadas para cortar demandas, magias negras, feitiços, encantamentos etc. Os resultados são ótimos e, na maioria das vezes, benéficos, pois só se beneficia realmente quem é merecedor, já que o uso das velas atende a necessidades religiosas regidas pela Lei Maior e pela Justiça Divina em seus recursos mágicos.

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