O mal ( Mensagem de Tranca Ruas das Almas )




O mal ronda, analisa, busca investir sobre as fraquezas, fragilidades, necessidades de seus alvos.

O mal usa os trajes do bem, disfarça, conhece bem o que agrada às massas, mas quando se despe, revela quão maltrapilho é em sua essência. 

O mal não conhece limites, está sempre à espreita. Espera um deslize, um passo em falso para jogar sua rede e a estende onde possa alcançar.

De beleza e formosura se mascara. Há quem acredite em seu brilho falso e em sua promessas vãs.

O mal jamais se sacia porque é ganancioso, inescrupuloso, faz qualquer coisa pelo ter sempre mais.

A vulgaridade, porém, costuma revelá-lo e nessas horas faz de tudo para se justificar aumentando o tom de voz ou lançando palavras estéreis que causam repulsa.

O mal não conhece a compaixão porque está muito ocupado em armazenar riquezas para que as traças se alimentem mais tarde.

Não pensa em nada o mal, a não ser em si mesmo, mas pensa com sua mentalidade disforme e incoerente com a verdade.

O mal promove a discórdia, quer que todos se coloquem uns contra os outros, engendra maneiras para orquestrar tal façanha e infelizmente, em muitas ocasiões, consegue.

O mal costuma idolatrar personagens perversos já perdidos nos umbrais densos do tempo, porém, quando os idolatra, a eles se liga pela lei de afinidade e sua mente, já tão má, piora ainda mais pelo baixo teor das vibrações que acessa mesmo sem saber ou acreditar que tais leis existam e funcionem.

O mal se ocupa o tempo todo no afã de ganhar território, assim, ele trai, subestima, menospreza, avança sobre as fronteiras do bem com crueldade porque esta é sua natureza.

A verdade a ele pouco importa. Seu prazer é ver o sofrimento, o desespero dos quais debocha sem se importar com possíveis consequências porque acredita ser intocável, irrepreensível em sua loucura.

Ao mal só o poder interessa, só o status falso de soberano e poderoso consomem seu tempo em vaidades mil, futilidades perigosas que arrastam aos desavisados aos abismos mais profundos de difícil acesso à claridade que pode resgatá-los.

O mal entra pelas frestas, portas entre abertas das mentes em processo de obsessão e vai seguindo seu curso que objetiva contaminar a tudo lançando suas teias hipnóticas até onde possa alcançar.

Ele não dorme porque precisa estar o tempo todo vigiando, engendrando formas, maneiras de mais avançar. Para tanto, conta com seus "fiéis" súditos que, falsos também, costumam, num belo dia, lhe virar as costas e seguir por outra trilha onde um novo caminho se descortina muito melhor, mais amplo, limpo, arejado pela luz solar que lhes modifica a tal ponto que costumam ao bem encontrar.

É então que o mal é vencido, humilhado segue aflito pela perda de seu reinado fictício, investindo, sem sucesso, porém, sobre outros inocentes que repentinamente o sentem chegar, mas o combatem com as forças da luz, da justiça, da verdade, com a lucidez de quem alimenta, dentro de si, mais ao bem, ao bom, que às investidas do mal que ronda, sem descanso, o tempo todo.

Amplia os horizontes de tua mente. Não seja presa fácil, não caia nas armadilhas. Segue a luz e ela o guiará.


Tranca Ruas das Almas

Mensagem mediúnica - Anna Pon

Laroyê! Exú, Omojubá!


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