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Mostrando postagens de Maio, 2021

A Saída dos Orixás

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  A Saída dos Orixás  por Rubens Saraceni    Então chegou o momento que Olorum determinou que os seus filhos e filhas Orixás iniciassem a saída de sua morada interior e começassem a ocupar sua morada exterior.  A Oxalá coube a primazia, porque ao sair, ele que é o espaço em si mesmo, criaria o meio ou o espaço indispensável para que os outros Orixás pudessem se deslocar e dar início à concretização de sua morada exterior com a criação dos mundos que seriam ocupados pelos seres espirituais.   Não foi fácil para nenhum dos Orixás deixar de viver na morada interior, no íntimo do Divino Criador Olorum.  Para Oxalá foi mais difícil ainda, porque ele, o primogênito, iniciaria a saída.  Quando se viu diante do portal de saída, virou-se e contemplou mais uma vez o rosto de Olorum que o contemplava com os olhos fixos e sérios como a dizer-lhe:  “Vá em frente, meu filho! Eu sou você por inteiro e você é parte de mim.”  Oxalá olhou cada um dos seus irmãos e irmãs divinos, e dos olhos deles corria

Jurema - Árvore símbolo do Catimbó

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  O símbolo do catimbó é a árvore Jurema. Símbolo de força, energia e poder Divino. Da árvore Jurema se retiram sementes para consagrar os seus Discípulos, troncos para levantar no mundo material representações dos Mestres do além. Da folha, sumo para atrair coragem. A casca da árvore serve para banhos de descarrego. A raiz serve para preparar a bebida que possibilita o transe sagrado. OS "CINCO" CAMINHOS QUE A JUREMA TEM A Jurema Preta (Mimosa hostilis) é uma árvore da família das Acácias d e grande importância para o Juremeiro. Essa espécie traz toda a fundamentação para este culto de origem xamânica nordestina que cada vez mais tem tomado forma de religião. Dentro da pajelança sua importância estava no vinho retirado de suas raízes que contém um princípio psicoativo que uma vez ritualizado e bebido abriam-se portais para o mundo dos Encantos e da Ciência espiritual soprada pelos seres dos invisíveis. Essa ritualização elevou essa espécie de acácia ao status de sagrada, o

Treva e Luz

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  As trevas se opõem à Luz. Por isso as trevas não são ausência de luz, mas sim algo que desafia a Luz. Luz e trevas, alto e embaixo, nada foge aos olhos do Criador porque ele está em todos os lugares e se manifesta da mesma forma seja onde for. Os mecanismos da criação são os mesmos e aplicados igualmente, nós é que os buscamos pela via da dor ou do Amor.  Desvirtuar os valores da vida provocam a queda (embaixo), mas há amor em todos os lugares e meios. Ama-se, independente de qualquer coisa, mesmo que esse amor esteja doente, ele se manifesta tanto em cima (alto) como embaixo. O ódio, que é o oposto do amor, é um sentimento doente, perverso, se opõe sempre ao bem e ao amor que liberta, cuida e cura. Por isso sempre haveremos de lidar com o amor e com o ódio , praticar o bem é muitas vezes uma ação que incomoda aos que odeiam, por isso a treva odeia e a luz ama o bem que praticamos de várias maneiras.  A treva inverte a ação do bem, a maldiz. No estágio atual da Terra oscilamos entre

Oxum - Mãe das águas doces

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    Texto de Fernando Sepe   Dedicado à querida preta-velha do meu coração - “Dita de Aruanda” e a minha mãe de santo – Aleida Barros, por me ensinarem as belezas de Oxum e da Umbanda.    Oxum é a divindade do Amor dentro da Umbanda. Seu nome é o mesmo de um Rio Sagrado para os povos nagôs que corre na região do Ijexá.  Na África, seu culto estava mais ligado aos rios. No Brasil e na Umbanda, seus fiéis gostam de cultuá-la na cachoeira. Por isso ela é chamada de a Mãe das Águas Doces.   É um Orixá associado aos minerais e ao ouro. O Arquétipo que sustenta sua imagem é a da menina doce, bela e singela. Está associada também à concepção de qualquer forma de vida. Em outras culturas pode ser encontrada como a Afrodite dos Gregos, Vênus dos Romanos, Lakshmi e Ganga dos hindus, Ísis dos Egípcios, Freyja dos nórdicos, Iara na tradição indígena brasileira, Kwan Yin para os chineses.  Pai Benedito de Aruanda através de seu médium, Rubens Saraceni, nos ensinou que Oxum é regente da segunda linh

Belezas de Oxum

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  Belezas de Oxum  por Fernando Sepe    No meio da oração ela surgiu radiante e esplendorosa. Suas roupas douradas lembravam-me o nascer do Astro Rei.  Sim, a Mamãezinha do Amor passou por aqui e me convidou a dançar junto dela.   Em sua dança cadenciada, o ritmo e o axé do belo fluir dos rios. Em seu canto, a beleza que não se entende, mas se sente, aos pés de uma cachoeira. E então, meu coração expandiu-se na vibração dessa Mãe e a rosa da compaixão desabrochou.   Compaixão pelo mundo.  Os homens e mulheres não sabem, mas Oxum canta e dança o tempo todo, e é por isso que a vida é tão cheia de encantos. Ela é a senhora da beleza e da formosura, do carinho e do alento, da felicidade íntima.  Ah, se a humanidade visse, mesmo que uma única vez, as belezas de Oxum, tudo mudaria. Pois as ondas de amor que brotam dessa Mãe tudo podem mudar...  Menina doce, que anima os brilhos dos olhos das crianças. Chama dourada, que infla o amor entre os casais. Mãezinha boa, que chora as dores de seus f

Orixá Oyá-Tempo - Divindade relacionada à fé na Umbanda e em outras culturas

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     Oyá-Tempo, Éos, Moiras, Andrômeda, Horas, Nornes, Rodjenice, Tara, Nut, Shait, Arianhod, Aya, Tamar, Mora, Menat, Tanith, Nicnevin.    Oyá-Tempo — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Fé, absorve a fé em desequilíbrio de forma ativa, reconduzindo o ser a caminho de seu equilíbrio.  Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita desta qualidade divina com más intenções.  Fator cristalizador e temporal é o próprio espaço-tempo onde tudo se manifesta. Lembrando que nossa relação de espaço-tempo depende totalmente da movimentação dos astros no espaço, de onde vêm conceitos como dia e noite juntamente com nosso senso cronológico.  Dizemos que é uma divindade atemporal, pois é em si o próprio tempo, não estando sujeita a ele, mas regendo seu sincronismo.  Elemento cristalino. Religiosamente goza de posição de destaque, pois rege a própria religiosidade no ser.  Sua cor é o branco e o preto, que é a presença de todas as cores ou a ausência de todas (em seu aspecto de absorção e esg