Origem espiritual da Umbanda e sua essência


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Como Origem Espiritual, organizada no astral pelos Caboclos e Pretos velhos, graus dentro da hierarquia de Umbanda, para depois ser implantada no Brasil, a Umbanda conta com espíritos das mais diversas culturas em sua frente de trabalho, algumas já extintas, inclusive.


Leal de Souza conta que o Caboclo das Sete Encruzilhadas estava “no espaço, no ponto de intersecção (encruzilhada) de sete caminhos, chorando sem saber o rumo a tomar; quando lhe apareceu, na sua inefável doçura, Jesus, que, mostrando-lhe, em uma região da Terra, as tragédias da dor e os dramas da paixão humana, indicou-lhe o caminho a seguir...”, dessa forma assumiu a missão de trazer a Umbanda ao Brasil.


Era preciso que fosse criada, urgentemente, uma lei em contraposição aos princípios regidos pela Magia Negra e que a ela se opusesse de maneira firme, com autoridade.


Surge a Umbanda, Mensagem Divina baixada à Terra, para consolo dos pobres, dos humildes e dos aflitos para acolher a todos sem distinção. 


Na época de sua anunciação/fundação, a mediunidade das pessoas passou a eclodir de forma tal que pequenos centros/grupamentos, foram criados concedendo àqueles espíritos que não encontravam espaço nas "grandes" religiões, oportunidade de trabalho e evolução junto aos médiuns convocados.


A todos Deus concede oportunidade, portanto, uma nova religião surgia com suas bençãos para consolo e conforto de muitos espíritos e médiuns que já não encontravam caminho a seguir por conta das religiões materialistas disponíveis na ocasião e que não traziam alento aos seus corações.


Assim surgia a Umbanda em 1908 pela mediunidade de  Zélio de Moraes e seu mentor, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, carinhosamente chamado, pai da Umbanda Sagrada a quem todo Umbandista reverencia e pede a benção, a proteção, agradecendo pela Luz que é a Umbanda.


Missão árdua estabelecer uma nova religião numa Terra onde o catolicismo imperava soberano e onde o espiritismo, de Allan Kardec, contava com seleto grupo de pessoas com mais recursos financeiros, portanto, com mais facilidade aos estudos que a doutrina, essencialmente, exige de seus adeptos e seguidores. 


Veio a Umbanda como mãe de todo esse povo de alguma forma rejeitado/excluído, em seu favor e acolhimento.


A Umbanda é uma religião aberta a todos os espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados, de todas as culturas e religiões sem impor a ninguém a conversão, mesmo porque isso não existe dentro da Umbanda porque a pessoa é livre para escolher aderir, frequentar ou apenas simpatizar sem se tornar Umbandista com compromisso.


A Umbanda acolhe a todos e respeita todas as religiões, respeita ainda a quem não crê em nada que remeta à espiritualidade.


Existem espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar aos encarnados e desencarnados em sua evolução, são eles os grandes mestres e mentores da Umbanda que por amor dirigem o movimento do Astral organizando falanges e colaborando no sentido de firmar a religião estimulando sua expansão e desmistificação. São eles a Linha do Oriente.


À linha se uniram os povos africanos, os ameríndios, nossos índios brasileiros, astecas, incas, maias, norte americanos, europeus, todos com seus saberes, técnicas, filosofias, aliás, muitos outros povos vieram para a corrente astral de Umbanda que não tem fronteiras em suas lides.


Umbanda não é sincretismo religioso, Umbanda é religião universalista.


A essência da Umbanda é a fé, é romper com preconceitos, aceitar todas as religiões com respeito, pois, todas são permitidas pelo Criador, é ainda acolhimento sem julgamentos, trabalho, amor, devoção.


Anna Pon


"Para entender a fé na Umbanda é preciso mergulhar fundo em sua essência religiosa, porque um umbandista convicto não é uma pessoa contemplativa e interage o tempo todo com o mundo espiritual e também com o universo divino, já que é, em si um templo vivo e através do qual os Sagrados Orixás manifestam Suas vontades.
A fé, na Umbanda, é mais que uma questão de crença. É um verdadeiro ato de fé, pois um umbandista é o meio natural por onde a religião flui com intensidade e mostra-se em toda a sua grandeza e divindade, ainda que de forma simples e adaptável às condições do seu adepto".


Rubens Saraceni
 

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