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Mostrando postagens de 2020

Orixá Pomba-gira

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Orixá Pomba-gira  por Rubens Saraceni 
É claro que uma mulher altiva, senhora de si, segura, competentíssima no seu campo de atuação, seja ele profissional, político, intelectual, artístico ou religioso, impressiona positivamente alguns e assusta outros. Agora, se esse imenso potencial também aflorar nos aspectos íntimos dos relacionamentos homem-mulher, bem, aí elas fogem do controle e assustam a maioria como começam a ser estereotipadas como levianas, ninfomaníacas etc., não é mesmo? 
Liberdade com cabresto ainda é aceitável em uma sociedade patriarcal e machista. Mas, sem um cabresto segurado por mãos masculinas, tudo foge do controle e a sociedade desmorona porque não foi instituída a partir da igualdade, e sim, da desigualdade. Uma mulher submissa, só acostumada e condicionada a sempre dizer “amém”, todos aceitam como amiga, como vizinha, como colega de trabalho, como namorada, como esposa, como irmã etc., mas uma mulher questionadora, insubmissa, mandona, contestadora, independen…

Pomba-gira da Umbanda

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Pomba-gira da Umbanda  por Rubens Saraceni 
Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido a partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola. 
Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria, não havia a entidade Pomba-gira ou um Orixá que a fundamentasse. Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui se encontram com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás. 
Com o passar do tempo, a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele. Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, um para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência. 
Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inf…

Salve as Pombas-giras!

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Salve as Pombas-giras!  por Fernando Sepe 
Uma das linhas de trabalho mais conhecidas dentro da Umbanda, a linha das Pombas-giras, é ainda uma linha que poucos umbandistas entendem, enquanto muitos outros de fora têm uma visão preconceituosa e equivocada a seu respeito. Portanto, se fazem necessários a informação e o estudo sério, quebrando assim as barreiras do preconceito e ampliando o discernimento. 
Pomba-gira provavelmente seja uma corruptela do termo Bombojiro(a) ou Pambu Jila, termos que vêm do Kimbundo (língua falada pelos Angolanos) e que designam um Inkice (divindade cultuada nos candomblés de Nação Angola) muito parecido com o Orixá que os Nagôs (língua Yorubá) chamaram de Exu. 
Então fique claro que Pomba-gira não existe dentro do Candomblé, apenas existe como entidade a partir da Umbanda. Pomba-gira, negando o que muitos dizem não é um Exu-mulher, pois tem funções e atribuições diferentes de um Exu. 
Quando falamos em Pomba-gira na Umbanda, assim como falamos em Exu, estamos…

Linha e Arquétipo das Guardiãs Pombas Giras

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Linha e Arquétipo das Guardiãs Pombas Giras  por Rodrigo Queiroz 
- Olá moço! Salve!  - Minhas reverências Senhora!  - Moço, coube a mim falar um pouco de nós, vamos lá?  - Vamos sim, pode começar!  - Como o companheiro Tranca Ruas já adiantou sobre nossos nomes simbólicos e condição do Grau de um espírito redimido na seara da evolução, vou me preocupar em tratar de outras coisas, certo?  - Senhora, sou apenas a sua mão, está tudo certo, você conduz como queira.  - Então vamos do começo. O termo Pomba Gira é mal compreendido e também não falarei disso, você faz isso depois, pode ser?  - Tá certo Senhora, no final eu coloco uma nota.  - Ótimo!  - Senhora, já que tentarei escrever sobre o termo do “Orixá Pomba Gira” vamos falar da questão prática, ou seja, do surgimento de vocês mulheres na força de exu, também conhecidas como Exu Mulher.  - Ah moço, ainda tem essa, né? Exu Mulher já é demais. Seria o mesmo que dizer Rodrigo Mulher ou coisa parecida. Mas entendemos, quando criaram este termo era …

Maria Navalha – A primeira Pomba-gira?

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Maria Navalha – A primeira Pomba-gira?  por Edmundo Pellizari 
Os velhos Tatas do Rio de Janeiro de antanho, grandes conhecedores da Magia Africana, gostavam de contar a pitoresca história de Dona Maria Navalha. 
Para alguns ela foi a primeira Pomba-Gira brasileira. Sim! Afinal, a querida Maria Padilha foi espanhola e a Bruxa de Évora, a Pomba-gira mais antiga, nasceu em Portugal. 
Maria Navalha foi brasileira legítima e carioca do bairro da Gamboa, zona portuária da cidade maravilhosa. Sua história começou no final do século XIX, quando o bairro ganhou a primeira favela que se tem notícia, lá no Morro da Providência. Foi onde nasceu e cresceu uma mestiça de nome Maria. 
Linda, alta, forte, dona de um olhar magnético que chamava a atenção. Os sofrimentos da infância deram-lhe uma personalidade determinada e valentia. Aprendeu a se virar sozinha, pois desde cedo perdeu os pais e foi morar na rua. Uma menina abandonada não tem muita opção, e logo ela foi introduzida no mundo da “vida notur…

Orixá e Entidade Exu Mirim O Enigma Exu Mirim

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Orixá e Entidade Exu Mirim  O Enigma Exu Mirim  por Rubens Saraceni 
No decorrer dos milênios, todas ou quase todas as religiões organizadas tiveram nos gêmeos infantis um dos seus mistérios, e eles ocuparam e ainda ocupam um lugar de destaque em muitas delas. 
Na África, em várias religiões, os gêmeos estão presentes ou, quando não aparecem juntos, pelo menos um se faz presente. Assim como ocorre entre os índios brasileiros, em que a criança é chamada de curumim e há seres sobrenaturais infantis ou mirins. 
Se assim foi, é e será, então temos que identificar melhor esse mistério e descobrir algumas de suas funções na Criação, porque a partir daí ele fica fundamentado e o entendimento sobre ele torna-se acessível a todos os umbandistas que, quer queiram ou não, têm à esquerda uma entidade “infantil” cuja companhia não recomenda ao seu filhinho, pois preferem colocá-lo num jardim de infância frequentado só por criancinhas da “direita”. 
Afinal, essas crianças da “esquerda” (os Exus e as Pom…

Comentário sobre o Campo Mediúnico do Médium

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Comentário sobre o Campo Mediúnico do Médium  por Rubens Saraceni 
Todos sabemos que um ser humano, uma planta, um mineral e muitos animais não racionais possuem uma aura que os envolve, protegendo-os do meio exterior. Assim como sabemos que esta aura também é refletora da energia interior dos corpos inanimados. 
Nos seres vivos, é a refletora dos sentimentos e dos padrões energéticos-magnéticos e está intimamente relacionada com o campo emocional. O campo mediúnico inicia-se no corpo elementar básico e expande-se uniformemente ao redor dele por aproximadamente uns trinta centímetros, e até uns setenta, no máximo. 
Este campo mediúnico ou eletromagnético é comum a todos os seres humanos, independente de sua formação cultural ou religiosa. E aqui nos limitaremos só aos seres humanos. O fato é que este campo eletromagnético tem sua sede no mental, que é a “coroa” ou chacra coronário, iniciando-se ao seu redor e derramando-se em torno do corpo elemental básico. “Elemental” porque é element…

Os procedimentos de Umbanda

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Os procedimentos de Umbanda  por Rubens Saraceni 
A doutrina de Umbanda estimula os procedimentos corretos e incorporou aqueles mais afins com a própria natureza divina dos Orixás. A um médium é solicitado que conheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que se estude um pouco, porque só assim entenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho. 
Cada religião tem seus paramentos ou suas vestes litúrgicas, e a Umbanda também tem os seus: vestes brancas. 
Por que o branco é a cor preferencial da Umbanda? 
O branco é a cor de Oxalá, o regente da Fé no Ritual de Umbanda Sagrada. Logo, como a fé é o mistério religioso por excelência, o astral tem estimulado o uso dos paramentos brancos. O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele também se ex…