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Mostrando postagens de Janeiro, 2021

Mandalas: Círculos sagrados para alcançar o interior

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Mandalas: Círculos sagrados para alcançar o interior   Fonte: matéria produzida pela revista Viva Feliz, Editora Europa, de autoria da jornalista Janaína Campoy.    Elas estão presentes em toda parte: em uma flor, no sol, no desenho que se forma com uma pedra atirada na água.  Expressões naturais do universo, as mandalas são ferramentas que ajudam no auto conhecimento.  Símbolos circulares expressos em diversas culturas e religiões em quase toda a História, as mandalas são ricas em significados. Nem sempre fáceis de explicar, elas são utilizadas e criadas de diferentes maneiras.  Para quem não se contenta apenas em admirá-las e sentir a vibração que emanam, elas podem ser traduzidas das mais variadas formas: sob o ponto de vista do budismo tibetano, do psicólogo suíço Carl Gustav Jung, do norte-americano Joseph Campbell (autor do livro "O Poder do Mito" e considerado o maior estudioso de mitologia do mundo) ou sob a ótica espiritualista.  Sempre agradáveis de se ver, elas são

Malleus Malleficarum – O Martelo das Feiticeiras (maldades da inquisição)

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  Abaixo, apenas como curiosidade, algumas passagens do Malleus Malleficarum – O Martelo das Feiticeiras que durante 04 séculos foi o manual oficial da inquisição, escrito em 1484 por Heinrich Kramer e James Sprenger.  Mais de 100 mil mulheres foram torturadas e mortas tendo como “bula” passagens deste “código da inquisição”. Porque há coisas que não devemos esquecer, não para culpar eternamente os inquisidores, mas como lição do que um extremismo levado as ultimas consequências pode produzir no seio do que chamamos raça humana.  Alexandre Cumino    MALLEUS MALEFICARUM    “A categoria das bruxas é das Pitonisas – pessoas em quem e pelas quais o diabo ora fala, ora realiza operações incríveis. É essa a primeira categoria. Já os Feiticeiros têm categoria própria, distinta da primeira. E como essas pessoas muito diferem entre si, incorreto seria incluí-las todas na categoria em que tantas outras o são.  O Cânon, apesar de fazer menção explícita a certas mulheres, não se pronuncia de forma

No cemitério (Conto sobre um encontro com Exu Caveira)

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  Ângela caminha apressada, afinal já era quase meia noite, acabara de vir da faculdade e estava cansada.  Não era fácil acordar cedo para ir ao trabalho almoçar apressadamente, aguentar um chefe intransigente, e ao final do dia ir para a faculdade em busca da realização de seu grande sonho: tornar-se uma advogada e poder ajudar as pessoas mais humildes defendendo-as, lutando por seus direitos tão desrespeitados em função da condição social.  Toda noite ela cumpria esse ritual de descer do ônibus e caminhar em direção a seu pequeno apartamento; ideal seria poder pegar um táxi, mas esse era um luxo que não poderia se dar. Sendo assim, o jeito era caminhar.  Estava agora na parte mais difícil do trajeto: ali, logo à frente, o cemitério.  Por mais que se esforçasse sempre sentia um calafrio ao ter que passar por ali.  Esta noite, particularmente, os calafrios pareciam aumentar.  Apurou os ouvidos  mas nada notou de diferente, uma pequena garoa insistia em cair. Ela caminha mais apressadam

O desencarne de uma mãe de santo (Morte por Cássio Ribeiro)

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    Morte  por Cássio Ribeiro     Ela via seu corpo no caixão, cercado de velas e flores. O altar estava fechado com cortinas brancas. As mesmas cortinas que tantas vezes ela abrira quando do inicio das giras.  Os filhos de santo foram chegando aos poucos, conforme a noticia ia se espalhando pela cidade. Choro intenso pelo salão. De vez em quando alguém desmaiava de emoção.  Velas foram acessas nos lugares propícios, oferendas foram arriadas. Embora serena tristeza e alegria se misturavam dentro dela. Tristeza pela saudade de todos que conviveram com ela nestes anos todos de prática da caridade.  A alegria se devia ao fato de ter consciência que cumpriu sua missão espiritual. Nunca renegara sua religião, sempre prestou a caridade com amor e dedicação. Jamais deixara de atender aqueles que lhe procuravam. Muitos estavam ali ao lado de seu corpo chorando emocionados reverenciando sua existência e saudosos da presença de seus guias.  Neste momento adentram ao terreiro sacerdotes e sacer

Oxossi

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São Sebastião (Oxossi na Umbanda)

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  Imagem disponível na Internet (autor desconhecido)  Caso o autor da imagem a reconheça, favor entrar em contato com o blog. São Sebastião nasceu na  França em   256 e morreu em Roma em  286.  Originário de Narbonne (França) e cidadão de Milão, foi um  mártir  e  santo   cristão , morto durante a perseguição aos cristãos levada a cabo pelo  imperador romano   Diocleciano .  O seu nome deriva do grego  sebastós , que significa  divino , venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima). Ele teria chegado a Roma através de caravanas de migração lenta pelas costas do mar mediterrâneo, que na época eram muito abundantes por causa do mar mediterrâneo e do Saara e os dias não tão quentes por causa da latitude em torno de 40°.  De acordo com Actos,  apócrifos  atribuídos a Santo  Ambrósio de Milão , Sebastião era um soldado que teria se alistado no  exército romano  por volta de 283 com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das tort

BATISMO DE CRIANÇAS na Umbanda

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  BATISMO DE CRIANÇAS  Por Pai Ronaldo Linares    O batismo de uma criança no ritual umbandista difere em sua essência daquele que é realizado no ritual católico, pois neste a cerimônia do batismo é parte de um exorcismo em que o sacerdote expulsa o demônio que habita a criança em consequência do pecado original (herança bíblica de Adão e Eva e do relacionamento íntimo dos pais da criança).  Na Umbanda não se aceita absolutamente que a criança possa já nascer em estado de pecado; o batismo simboliza a apresentação aos irmãos em Oxalá do jovem recém-nascido, bem como sua aceitação na fraternidade.  O sacerdote invocará as bênçãos de Deus para essa criança, e um casal de irmãos deverá assumir, diante do altar de Deus, o compromisso de que na ausência dos pais da criança estes ampará-la-ão como se fora seu próprio filho.    DESCRIÇÃO DO RITUAL (exemplo) Faz-se a abertura normal dos trabalhos, e quando chega o momento das incorporações o pai espiritual solicita que sejam trazidos ante o al

Formas Humanizadas (Divindades/Orixás)

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     Formas Humanizadas   Por Alexandre Cumino  As Divindades Maiores não tem forma humanizada, são mentais planetários, presentes em tudo e muito ligados à natureza.  Sentimos sua presença nos pontos de Força (Matas, Cachoeiras, Mar, Pedreiras, etc.). A maioria de nós não consegue entender uma presença sem forma, por isso a importância da humanização, onde se costuma dar uma feição humana que mais se aproxime das qualidades da Divindade. O que justifica uma forma humana negra e outra branca para Yemanjá.  A forma humanizada irá transparecer as qualidades divinas do Trono, Divindade ou Orixá. Se é uma divindade do Amor tem uma forma doce e amorosa; se uma divindade da Lei, forma imponente que imponha respeito; se uma divindade da Justiça, forma séria a cobrar débitos e lembrar dos créditos.   Acompanham ainda as formas humanizadas das Divindades, seus elementos e indumentária que identifique seu campo de atuação e natureza divina, onde vemos por exemplo uma espada para a Lei, um machad

UM ESCLARECIMENTO ESPIRITUAL DOS EXUS-AMPARADORES

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   UM ESCLARECIMENTO ESPIRITUAL DOS EXUS-AMPARADORES  Ainda agora, enquanto eu preparava o material para a 1ª aula do curso de Orientalismo e Espiritualidade (com ênfase nos ensinamentos dos Upanishads) que iniciarei daqui a pouco no IPPB para cerca de 235 pessoas, percebi uma certa manifestação energética por fora do meu apartamento.  Fechei os olhos e concentrei-me para verificar o que era. Pulsei luz no meu chacra frontal e nas mãos enquanto erguia os pensamentos e sentimentos ao Supremo Amor para sintonizar a consciência com as energias elevadas.  Fora do apartamento (moro no quinto andar), em pleno ar, surgiu uma fenda escura. Eu sabia que era uma passagem interdimensional para o plano extra físico.  Do outro lado da mesma, muito embora eu não pudesse vê-los diretamente, estava um grupo de exus que trabalham nos ambientes pesados do Astral desmanchando as porcarias que os encarnados encomendam aos seus asseclas desencarnados que patrocinam certos processos de magia trevosa. Eles o