Orixá Adjunto (juntó)



O Orixá adjunto (juntó), é nosso segundo orixá, ou seja, temos um orixá de frente, pai/mãe de cabeça, e um outro orixá que é o adjunto (juntó).

Nosso orixá de frente comanda nosso lado racional e o adjunto (juntó), o emocional.

 Um vibra no chacra frontal, pai/mãe de cabeça, e o outro em seu lado oposto, adjunto (juntó).


Toda vez que você se desequilibra do seu racional, o Juntó lhe ampara. 

 Se você tem Oxum de Frente, você está o tempo todo recebendo as qualidades de Oxum.

 Quando você se desequilibra na qualidade do seu Orixá de Frente você passa a ser amparado pelas qualidades do seu Orixá de Juntó.

Outro exemplo: você está com Ogum de Frente, Ogum o está impelindo o tempo todo a agir, se impondo pela lei, pela emoção, algo que às vezes vai ser feito até pela força, qualidade de Ogum, de Frente. 

Como a sua natureza é outra, há momentos que você se desestabiliza e aí é o Juntó que vai lhe dar o equilíbrio.

 Se o teu Juntó é Oxum, no momento em que você se desequilibra nessa força de Ogum é o amor de Oxum que vai lhe dar equilíbrio. Se for Iemanjá são as qualidades maternais de geração com relação à vida que vão lhe equilibrar.

O filho de Ogum com Iansã, quando se desequilibra, tende a ser agressivo porque seus dois orixás são de "guerra" de temperamento forte. Esse filho só encontrará refugio em seu orixá ancestral, esse sim vibrará o equilíbrio necessário.

Mulheres que tem Iansã de Frente são guerreiras, não param quietas e são muito movimentadoras, agitadas e geralmente as pessoas as vêem como grandes batalhadoras. Essa filha de Iansã, no seu íntimo, por exemplo, se sente uma pessoa frágil, porque a sua natureza anterior e ancestral pode ser Oxum, pode ser Logunan, pode ser Iemanjá que não é tão guerreira. Então, intimamente, ela sente o Orixá de Ancestre, mas o que ela mostra para o mundo é o Orixá de Frente e assim é com todos nós.

Nós encarnamos tendo por Orixá de Frente a qualidade que temos por missão absorver/trabalhar nessa encarnação e temos por Orixá de Juntó aquele que nos dá o equilíbrio e a sustentação para lidarmos com o de frente.

 Por exemplo:  Alguém que há muitos anos é vegetariano.

Não come carne há muito tempo, não está acostumado mais com as proteínas da carne e principalmente em fazer digestão de carne. Vamos supor que por alguma razão ela procurou um médico e esse médico tem a crença de que essa pessoa precisa comer carne.

Ela vai começar a receber algo que ela não tem, que não está acostumada, vai começar a comer carne. Isso vai causar indisposição, indigestão e ela precisa de alguma coisa para equilibrar no momento em que ela está recebendo algo que não recebe há muito tempo, então, vai tomar um digestivo.

É uma comparação, é como se a carne fosse o “Orixá de Frente”, você está recebendo aquela energia que você não tem, que não está acostumado e o “de Juntó” entra como um digestivo, para você conseguir digerir, para conseguir absorver, compreender como lidar com essa nova realidade.

 O de Juntó vai ajudar você a lidar com questões que você não está mais acostumado, que não entende, mas que você está recebendo, você está sendo impelido.

 É como numa obsessão ao contrário, o Orixá de Frente está lhe oferecendo essas virtudes o tempo inteiro, ao contrário de um obsessor que oferece os vícios dele o tempo todo, se alimenta do seu vício, da sua energia, mas quando você está obsediado, está vibrando a qualidade do obsessor, sem perceber, você começa a se comportar como o obsessor.

 Não nos damos conta disso o tempo todo, mas temos o tempo todo o comportamento do nosso Orixá de Frente porque a gente nasceu, encarnou, para aprender as qualidades do Orixá de Frente. Isso é o que quer dizer Orixá de Frente, o Orixá de Juntó está sempre nos equilibrando.

 “Somos filhos de todos os Orixás” porque em cada chackra há um par de Orixás.

 “Orixá de Frente” é o que você mostra para o mundo, “Orixá de Ancestre” é a sua natureza íntima, “Orixá de Juntó” como você reage de forma emocional, mas, assim como numa carta astral, nós não temos só esses três.

Cada um deles está numa qualidade, dá para construir uma quadratura, nós temos um Orixá em cada chakra. E muito mais do que isso, em cada chackra tem um Orixá que vibra no centro, como aqui está o de Frente e temos mais seis vibrações em torno.

Cada chakra recebe as sete vibrações de Deus, mas uma vibração em específico está no centro que diz qual é o Orixá que vibra no centro, mas tem outras seis em volta e cada uma dessas seis é uma das seis vibrações de Deus de forma universal ou cósmica. Então, nós temos sete Orixás vibrando em cada chakra gerando uma configuração única, é como um código de DNA.

Se você pensar que tem sete Orixás (coroa), sete Orixás (frontal - parte da frente), sete Orixás (frontal - parte de trás), cada chakra tem uma configuração de sete Orixás. Então, pode ser Oxalá ou Logunan, Oxum/ Oxumaré, Oxóssi/ Obá, no qual um está no centro e os outros seis estão em torno, isso é uma leitura que nunca é feita, é só para você ter uma ideia de como funciona.

 “Você é filho de Xangô”, você continua sendo filho de todos os outros Orixás. No entanto, Xangô está de frente, isso quer dizer que você não deixou de ter os outros Orixás, somos filhos de todos Orixás e há momentos, circunstâncias e situações na vida em que inclusive outros Orixás tomam a nossa frente para nos ajudar a resolver certas situações.

Não basta saber qual é o seu Orixá, é importante você sentir-se filho e filha de todos os Orixás.


É preciso estabelecer uma relação de proximidade com o Orixá, criar intimidade,  intimidade não é você ser "amiguinho" do Orixá, é uma relação íntima, como a de sentir a presença do Orixá.

Você acende vela para Oxalá, Ogum, Oxum, Nanã, Obaluaiyê, ótimo, mas, você sente a presença de Oxalá na sua vida? Você sente a presença de Ogum, de Oxum, de Nanã? Mais do que acender uma vela é você elevar os pensamentos a Deus, mentalizar Oxalá e sentir a energia de Oxalá lhe tomando no momento em que você eleva os pensamentos, que você pensa em Oxalá, isso é proximidade, sentir que Oxalá está em você.

Elevar os pensamentos a Xangô, sentir a força de Xangô, a energia de Xangô vibrando nos seus músculos, no seu corpo, na sua corrente sanguínea, no seu peito, na cabeça.

 Trazer a força de Obaluaiyê, onde vibra Obaluaiyê no seu ser? Quem é Obaluaiyê? O que ele representa para você? Então, é importante também conhecer os Orixás. Conhecer os Orixás lhe ajuda a identificar que energia é essa que você está sentindo.

O que é que eu estou vibrando?

 Carga, todo mundo sente, demanda, todo mundo sente, todos sentem que estão com uma praga, com mal olhado, com quebranto, com inveja, todo mundo sente que tem uma demanda mental, tem alguém que não gosta muito de você, não para de pensar em você. Agora, sentir a presença dos Orixás na sua vida é que precisa um pouquinho mais de refinamento, de você afinar, perceber, precisa de estudo, é preciso sentir a presença do Orixá. É preciso quietude, discernimento, concentração e sinceridade de coração para que se estabeleça esse encontro entre você e seu Orixá regente.

 Segurar uma vela, oferecer para o Orixá e trazer essa energia para o alto da sua coroa, sentir essa energia, essa vibração. Rezar para aquele Orixá, firmar essa vela e sentir que essa energia está firmada, está colocada, está vibrando ali, chama-se “firmar força”.

Não adianta querer colocar uma vela para um Orixá, firmar uma vela para algo que você não está sentindo. O que adianta dizer que é filho de Xangô se você não sente a energia de Xangô, se você não sente a presença de Xangô? Então, é importante sentir, criar uma relação de intimidade, de proximidade com o Orixá, do contrário, a revelação dos jogos será vazia, inócua na sua vida e na sua jornada espiritual.

Annapon

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